Eu amo ver fotografias de gentes. E Verger é um daqueles nomes bem conhecidos pelo mundo e que eu já vi algumas exposições com seus trabalhos. Ver que o Museu de Arte do Rio trouxe um mix de várias de suas fotos pelo mundo, me fez querer ver logo no dia da inauguração (e também porque o carnaval se aproxima, e sei que o museu ficará muitos dias fechados para que a folia passe pela região do Centro do Rio). E acho muito acertado o período que a exposição surge, principalmente quando o CCBB, espaço a alguns minutos do MAR, tem uma exposição lindíssima do Walter Firmo.
A exposição sobre "todos iguais, todos diferentes?" traz umas frases de reflexão para pensar nessa ideia de sermos "todos iguais". Seria uma utopia, ilusão, ou um modo de dominação? Enquanto olhava as fotografias duas coisas vieram à minha cabeça: 1) parecia reconhecer as pessoas que ali estavam (mandei até mensagem a uma amiga falando como uma das mulheres me lembrava da mãe dela); 2) a falta de identificação daquelas pessoas me incomodou.
Pode parecer bobagem, mas alguns eram identificados, com nome e sobrenome, e os outros que não foram me fizeram pensar o porquê de não ter. Pensei muito naqueles que movem o mundo sendo sempre invisíveis à História e às políticas públicas. Quem define quem deve ser lembrado e quem deve ser herói?
A exposição está no Museu de Arte do Rio que fica na Praça Mauá, bem pertinho do Museu do Amanhã também. Funciona de quinta a domingo de 11 às 18 horas.






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