Quadros não saem do nada. Entender como cada trabalho foi construído é incrível. Foi essa a sensação que tive ao ver os estudos do Portinari na Caixa Cultural. E foi ótimo ver uma disposição das obras que me deu vontade de ficar bastante tempo olhando cada detalhe, tentando associar aos quadros e murais famosos dele ou às esculturas do Sérgio Campos.
Uma das coisas que mais gostei foi o estudo para um retrato do Jorge Amado. A imagem que eu tenho do escritor é dele com os cabelos brancos. O estudo para o quadro é dele jovem. Tão bonito ver um quadro de um dos meus escritores favoritos em outra fase da vida. Me deu mais impressão de realidade, dele ter sido de carne e osso. Pensei que era nessa época que ele deveria escrever Capitães de areia e Tieta do Agreste. Porque eu gosto tanto dos livros que imagino os personagens como reais e o autor como imaginário.
Há desenhos dos estudos para fazer o mural da Pampulha. Que lindos aqueles papéis. Foi muito bom ver tantos desenhos de fases diversas do Portinari. Uma riqueza até mesmo quando se referiam à guerra.
Falei mais acima que fiquei procurando os desenhos e comparando com algumas esculturas que estavam na exposição. Estas são do Sérgio Campos. São obras inspiradas em algumas obras do Portinari. Só uma pena não poder tocar as obras. Meu lado criança mexilhona reclama disso. Hi hi hi hi...
E para curtir mais um pouco das obras do Sérgio inspiradas em Portinari, vale uma olhada no site do artista.
Essa exposição ficará na Caixa Cultural até 1° de julho de 2018. A entrada é 0800. E a Caixa Cultural fica na Almirante Barroso, esquina com a Avenida Rio Branco. Funciona de terça a domingo de 10 às 21 horas.













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