Foi em um dia de chuva, depois de ir ao MHN que encontrei o Museu Naval. Na verdade, tinha visto a placa do mesmo antes de passar no MHN, e prometi que na volta passaria ali para saber como era o museu. A atendente/recepcionista era bem gentil e já avisava que uma das salas do museu estava em obras e orientava por onde ir para entender a organização da exposição permanente do museu.
A exposição conta um pouco das navegações que acabaram por trazer os europeus a virem para cá, invadir e dividir as terras. Não espere encontrar as expressões que eu uso porque a escrita histórica tem aquela visão bem tradicional dos livros da época do colégio. Me lembro de um dos textos que falava sobre as Capitanias Hereditárias se referir às populações nativas como hostis. Claro, porque aceitar a tomada de posse das terras que sempre foram de uso indígena deveria ser de boa... Eu tento, mas não consigo gostar da versão tradicional da história que coloca os europeus como centro de tudo, como se as outras populações não fosse nada. Não consigo!
O museu tem muitas miniaturas de modelos de embarcações. Além disso, tem muitos quadros, e alguns estudos sobre como seriam as embarcações que trouxeram a família real. E muitas peças sobre a artilharia das embarcações das guerras que o Brasil participou. Ver o material que conta sobre a disputa da região da Prata, depois de ver algumas fotos da realidade da Guerra do Paraguai, foi de doer, e me lembrou que a história é contada pelos "vencedores".
A última parte da exposição vem com informações mais recentes e conta um pouco sobre as tecnologias desenvolvidas pela Marinha. Apesar de eu ser bem "cri cri" com o jeito que contam a história, o museu vale muito pelas peças que possui.
O Museu Naval fica pertinho da Avenida Antônio Carlos, bem ao lado da EMERJ. Fucnciona de terça a domingo de 12 às 17 horas, e tem entrada gratuita. Como o local tem muita coisa, ainda tem muita foto para mostrar.




















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