Exposição no Centro Cultural Banco do Brasil no Centro do Rio que eu já começo com uma crítica: por que raios a identidade visual era entre amarelo e goiaba com a fonte com informações sobre obras e artista com a cor branca? Ficava bem complicado de entender o que estava escrito sem ter que colar a cara no texto. Passado o meu momento raiva com a péssima escolha de cores para os textos, vamos falar das obras.
Pensa em obras com itens criativos. Vai desde comida, lixo, areia, cinzas, pedras, dinheiro, revistas. E cada coisa está ligada ao quadro que se queria impactar. As notas contrastando com imagens da natureza, as pedras na seção com o nome de diamantes, mas eu acho que eram svarosvisk (leia com a voz do áudio que circula na Saara), com imagens de pessoas famosas, comidas com grandes nomes da história, recortes de revista de viagens e igrejas dando vida a imagens icônicas de santos. E as cinzas lembrando as perdas acontecidas ao Museu Nacional da Quinta da Boa Vista (e que hoje está se reerguendo).
Mas, o que mais me chamou atenção estava no início da exposição. Eram obras feitas a partir do antigo lixão de Gramacho, quem foi criança na década de 1990 sabe o tanto que se falavam dos urubus da região, e as obras do Vik foi de construir imagens de pessoas simples, como se humanizasse o lixo, transformando em imagens lindíssimas. E quem morre com a disputa de terras desde de 1500?
Essa exposição está no primeiro andar do CCBB RJ que funciona de Quarta a Segunda, das 9h às 20h até o dia 7 de setembro. Os ingressos são gratuitos.
















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