O movimento Manguebeat é o enredo do próximo Carnaval da G.R.E.S. Grande Rio. Movimento penambucano que se volta para o que é local, seja ritmo, crítica, problemas para misturar com outros sons, criando algo próprio. A exposição Manguezal me parecia, inicialmente, que seria como o carnaval transformaria o conhecimento sobre o movimento em um desfile. Porém, me surpreendi quando notei que era a junção de trabalhos de diversos artistas que vivem e ou tem seu lugar e inspiração de criação é o mangue. Logo no início dei de cara com fotos diversas que destacam que a vida do litoral brasileiro passa pelos inúmeros (e que precisam de cuidados) manguezais. Quantas vidas são moldadas pela existência dos manguezais? Seja como trabalho, como cuidado, como inspiração para arte? E a imagem do catador de caranguejo me chamou atenção. Parecia alguém conhecido e quando notei a descrição da imagem, aquele catador era da cidade da minha mãe no Sul da Bahia.
O que a lama traz? O mangue é um espaço de muitos sedimentos que permitem que vidas diversas aconteçam. O vai e vem das marés transformam o jeito das raízes e das árvores. Mas, nem todo mangue é igual. Cada um tem suas próprias características, assim como a arte de cada local muda.
A exposição Manguezal está no quarto andar do Centro Cultural Banco do Brasil na Primeiro de Março n° 66, Centro do Rio, vai até o segundo dia de fevereiro de 2026 e tem entrada gratuita. O CCBB funciona de quarta a segunda de 9 às 20 horas.














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