A propaganda do Instagram indicando uma nova exposição no CCBB me chamou atenção e chegar ao Centro do Rio mais cedo para uma aula, me fez dar uma passada para ver. Já aviso que essa exposição merece tempo. Há muitos textos explicativos e peças que merecem ser vistas no detalhe. O mais tenso é pensar que são poucas as peças que ficaram desse período porque, no período da colonização, os espanhóis levaram e derreteram.
Entender que as obras tratam vida, morte, sagrado, convivência, cotidiano. Do domínio do metal e a transformação do mesmo em facas, adornos, figurinos tão ricos em detalhes. A questão que mais me atravessou durante a exposição foi: por que sabemos os nomes de tantos artistas europeus, enquanto os povos da América do Sul criaram esse tanto? E esse tanto que é pouco comparado ao que era antes do colonizador chegar. E me fez lembrar de um verso do Residente em This is not America: "Desde hace rato, cuando ustedes llegaron, ya estaban las huellas de nuestros zapatos. Se robaron hasta la comida’e gato Y todavía se están lamiendo el plato." Observar tecidos e sapatos me fez entender quem eram os evoluídos tecnologicamente. E a gente continua sabendo tão pouco da história do nosso continente e valorizando o que o colonizador conta.
Essa exposição fica no CCBB, Centro do Rio, na Rua Primeiro de Março até 29 de janeiro de 2024. O CCBB funciona de quarta a segunda-feira de 9 às 20 horas.


















Post a Comment