Um defeito de cor
Já imaginou uma exposição que tem como base uma obra literária? Um defeito de cor tem base no livro homônimo escrito há mais de 15 anos. E a exposição é apresentada como personagens e capítulos do livro.
São diversos artistas que assinam as obras da exposição. E não são apenas quadros e esculturas. Há xilogravuras, tecidos (imaginei todos em corpos contando histórias ambulantes), bonecas, fotos, grafismos, instalações. Inicialmente, fiquei confusa com tanta informação. Porém, depois fiquei pensando o quanto há de artistas e diferentes modos de ver um texto, de colocá-lo na prática e ser também um grito (na verdade vários) sobre as situações e histórias que vivemos.
Tem um quadro no final da exposição sobre a luta negra sempre existir. E eu pensei naquele livro sobre um subalterno falar. Porque as histórias, as lutas parecem sempre em segundo plano para os livros, a mídia. E há quem se surpreenda e queira ditar como deve ser a luta do outro. Quando você começou a ouvir de verdade e a consumir trabalhos de artistas e pesquisadores para além do academicismo branco?
Essa exposição está no Museu de Arte do Rio, ali na Praça Mauá, até maio de 2023. O museu tem funcionado de quinta a domingo de 10 às 18 horas. Até 15 de janeiro está com entrada franca. Aproveitem!















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