Depois de mais de 2 anos sem entrar no Centro Cultural Banco do Brasil, aproveitando que saí de um trabalho e estava com uma amiga que também queria assistir à exposição e fui. E psicologicamente vou te dizer que me fez muito bem. Arte sempre faz bem. Fomos ver a exposição Armorial 50 anos. Detalhe que estava vendo quase todo mundo postando que era uma exposição sobre Ariano Suassuna. Embora o cara mereça todas as homenagens, vale lembrar que é sobre um movimento artístico que eu nem sabia que existia.
Ariano Suassuna é o idealizador do movimento, e foi importante ver o tanto de obras que se tem nesse movimento. Consegue imaginar o Auto da Compadecida sem todo aquele figurino, sem toda uma construção imagética? Aliás, sabia que houve uma versão anterior desse filme? Tem todo um movimento ligado também ao cinema nacional. Ver a exposição trouxe a importância do movimento que só achei que fosse apenas trabalho do Suassuna. Valorização da cultura nordestina, dança, canto, colorido terroso vivo das vestes e até mesmo as letras de marcação de gado. Notou que belo alfabeto há?
Os folguedos e manifestações populares que se misturam com a vida e a fé popular. Como os artistas desse movimento trouxeram em trabalhos de figurino, xilogravura. E quem são essas referências. Para além de Ariano Suassuna, a beleza vem do que se vive porque o povo festeja e constrói narrativas que movimentam a vida.
Só lembrando que essa exposição vai até 27 de junho de 2022 no Centro Cultural Banco do Brasil, no Centro do Rio, pertinho da Candelária. Vai! Aproveita, pois a entrada é gratuita.













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