Cartografia da Africanidade Fluminense



Estava curiosa sobre essa exposição por conta do nome: cartografia. Já imaginei mapas, rotas. Fui a essa exposição depois de ir à abertura da exposição "Ecos do Atlântico" ali na Gamboa. Já aviso que há muitas peças nessa exposição, e eu fiquei me questionando se um espaço maior não ajudaria a entender melhor a proposta. Eu gostei das peças, mas não consegui notar uma narrativa para a exposição. Será que talvez tenha sido essa proposta de ter material e a pessoa montar como quiser?







O interessante da parte dos mapas da cidade do Rio de Janeiro. E considero assim porque dei sorte de encontrar uma geógrafa que estudou sobre as transformações da cidade. Eu tô sem me perdoar até porque não consigo me lembrar o nome dela até agora. Foi uma conversa ótimo porque os processos de ocupação da região Centro ficaram mais entendidos na minha cabeça.

Confesso que as representações dos quadros de Debret e Rugendas me incomodaram um pouco (mentira que foi bastante!) porque são quadros que esperaria ver no MNBA, ou no MHN, não ali falando de cartografias da africanidade. Mas, isso é uma implicância minha mesmo! Tem muitas peças que devem ser olhadas de pertinho mesmo. Vá!







Essa exposição é por um tempo super curto. Vai apenas até 20 de novembro de 2018. Se quiser ver o que há por lá, corre! Está na Casa França-Brasil, quase ao lado do Centro Cultural Banco do Brasil. A entrada é gratuita e funciona de terça a domingo de 12 às 20 horas.

PS: Uma coisa que achei interessante numa sala da exposição que tratava dos objetos de aprisionamento e punição, foi o pai explicando às filhas o que eram aqueles objetos e sempre trazendo o questionamento às meninas se aquilo era correto com uma pessoa, lembrando sempre que isso aconteceu aqui.


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