Tristeza


Há um ano eu estava ali no Museu Nacional num evento sobre o Carnaval. Atenta ao que Milton Cunha falava. Estava com minha amiga Joyce, falamos da importância, e ela de fazer disciplinas ali de Antropologia. Ontem estava na casa de um amigo e pensei que só uma parte do museu tivesse passado por isso. Ao chegar e ver as fotos do estrago me deu uma dor no peito, um nó na garganta, e no início da madrugada o choro veio. Se fez presente de novo pela manhã. Eu ainda tento acreditar no ocorrido.

Ali na Quinta da Boa Vista via a área com mais gente comum que outros lugares. E aquele prédio imponente como cartão postal feriados e tardes de domingo de gente comum. E ao ver comentários de pessoas destilando seu preconceito falando que Brasileiro odeia e não estuda a sua história, me dói tanto quanto a noção de todo material (físico, histórico, intelectual) perdido ali. Ainda tento processar o que sinto. Não sei dizer, mas dói!

São tantas perdas ali que olhar as fotos que eu tenho de lá partem ainda mais o meu coração. Lembro que cheguei a pensar em fazer Museologia pelo tanto que gosto de museus, pelo tanto que já levei amigos a conhecer os museus de graça (ou quase). Acordar e ver que foi tudo real dói!


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