Desde que essa exposição inaugurou que sempre me prometia ir e nunca cumpria. Finalmente fui. Estava esperando um pouco mais do mesmo do que apresentam sobre arte indígena com os vasos, arcos, flechas e miçangas colocando todas as populações juntas como se fossem a mesma coisa. Enganei-me redondamente. Vários textos estavam escritos além do português e do inglês.
Os textos falavam do apagamento das populações indígenas, da ideia de que o indígena seria pacífico enquanto, na verdade, este lutou muito pelo seu povo. E a tentativa de apagamento persiste até os dias de hoje. Isso porque ter reserva indígena vai contra interesses de empreendimentos agrícolas e imobiliárias. As populações ameríndias entendem que são parte da natureza e devem respeitá-la e interagir com ela, e não colocar esta a seu serviço e interesses. Sem contar sobre os massacres que aconteceram pelo litoral brasileiro (sabe quem é indígena no Rio? Difícil de saber já que sua população foi quase totalmente dizimada).
Além das informações sobre direitos indígenas, a luta para sua memória e vida não serem apagadas, havia contos de como algumas povos relatam a criação do mundo. Fiquei curiosa com a bisavó e a avó do mundo. Sim! Para alguns a criação do mundo começou com uma mulher. E sem contar os livros espalhados sobre literatura indígena, os vídeos mostrando os processos de criação de objetos e discussões sobre aldeia Maracanã, e algumas bonecas que me lembraram demais as bonecas russas. Se você for ao MAR para ver esta exposição, não pense em passar correndo. Dedique um tempinho para aproveitar o mundo de coisas que há lá.
Essa exposição ficará no Museu de Arte do Rio até 18 de fevereiro de 2018. Lembrando que o museu funciona de terça a domingo de 10 às 17 horas, e fica na Praça Mauá bem pertinho do super badalado Museu do Amanhã. Às terças a entrada no MAR é gratuita.
PS: Se você ficou curioso sobre os textos que falavam da causa indígena, vou deixar algumas imagens.



















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