Sankofa



Assisti há umas duas semanas um vídeo sobre esta exposição. Acredito que o que mais me chamou atenção foi que o fotógrafo fez uma busca às nossas origens. Só nos foi ensinado que os africanos foram escravizados e trazidos em horrendos navios. Mas, que africanos? Qual era a cultura? E as crenças? Como são? Como veem o que sofreram?

Os livros que lemos não foram escritos pelo lado de quem sofreu. Aliás, nem deram mais do que alguns poucos parágrafos sobre a escravidão. A África é imensa. Por que sempre se referiam como uma coisa só? E o que o fotógrafo fez foi registrar o cotidiano, as crenças, a vida e os locais. Pensar que eu sempre me perguntei de onde vieram meus bisavós e sempre tive o silêncio como resposta. A exposição me deu um pouco de luz sobre os que podem ser parte de onde a minha família vem.

Ver semelhanças em algumas crenças, nos traços do colonizador pelas cidades. Ver trocas culturais entre os povos. Saber para onde destinaram os que chegavam ao Brasil. Me senti um pouco respondida. Queria agradecer ao fotógrafo Cesar Fraga e a Caixa Cultural por essa exposição. A África não é só a Savana que repetidas vezes filmam em documentários. Há muito a se descobrir. Agora onde cesso a vontade de viajar e ver tudo aquilo com meus olhos?




Você pode mandar mensagens para as crianças dos países visitados pelo fotógrafo.

Vocês já sabem que a exposição está na Caixa Cultural. A Caixa Cultural fica ali na Avenida Almirante Barroso, quase ao lado da estação de metrô da Carioca. Funciona de 10 às 21 horas. E a exposição ficará lá até 22 de dezembro. E sem desculpa. Dá para ver a exposição no horário de almoço, ou no final da tarde (melhor que encarar aquele trânsito parado).

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