Sempre achei bonito o prédio. Antes de visitá-lo, passei ao lado porque queria saber o horário de funcionamento da Igreja Nossa Senhora de Bonsucesso. Os detalhes dos azulejos e telhas da fachada me deixaram mais encantada pois da janela do ônibus não dava para ter essa ideia. A primeira vez que quis conhecer o museu foi quando houve a exposição do Corpo Humano. Na época achei o ingresso caro, até porque estava no término da faculdade e em processo para fazer as provas da ANPAD para tentar o mestrado.
O museu era uma fortaleza. às vezes é difícil imaginar o local como fortaleza quando se vê o Aterro do Flamengo. É necessário imaginar que ali, e até onde é a Igreja de Santa Luzia, era um local de praia que, com as reformas ocorridas na cidade, foram alteradas. Há um pátio interno com chafariz e muitos canhões, alguns com detalhes interessantes, outros simples. O prédio é lindo e mesmo se não fosse museu, valeria olhar para notar os detalhes da construção. Por ser uma construção antiga, ela peca em acessibilidade, embora existam rampas adaptadas, ainda não há piso tátil e um bom espaço para permitir o acesso de pessoas com deficiência.
Há pouco tempo descobri que o museu tem um dia de entrada gratuita: domingo. O que considero uma pena é que o museu fica aberto durante pouco tempo aos domingos (de 14 às 17:30). Como todo museu, possui exposições permanentes (no caso do MHN são as de longa duração) e as normais.
As exposições de longa duração tem muito a ver com a nossa formação como povo e país. Desde a organização dos índios, passando pelas viagens portuguesas pelo mundo, o primeiro e segundo reinado, e a história política após a proclamação da república em 1889 (no museu há um quadro de Dom Pedro II que foi rasgado quando houve a proclamação).
Ao olhar a exposição Oreretama, me questionei muito sobre a imagem que sempre nos venderam de que os índios não possuíam construções tais como nos Andes e no México. A qualidade dos trabalhos em cerâmica e palha, me fizeram pensar se realmente só ocas em palha eram onde os índios viviam. O museu já cumpriu seu papel em mim: questionar o que se fala sobre nossa história.
E há mais coisas para levar a imaginação longe. Como os portugueses gostavam de conhecer o mundo, carregando seu vocabulário e religiosidade. Como ainda temos frutos da época Arena e MDB? Vale olhar a parede com alguns candidatos à presidência que já tivemos. Conhecer alguns objetos e fotografias que mostram a mistura de religiões, questionar figuras em quadros (como o do último baile na Ilha Fiscal).
Eu já visitei o museu algumas vezes, e toda vez vejo uma organização diferente. Da última vez vi algo que me deixou bem alegre. Sou a favor de projetos de acessibilidade em museus e outros lugares. O MHN colocou algumas esculturas peças e quadros clássicos para que pessoas com alguma deficiência visual pudessem "ver". Ainda são poucas peças, mas já vejo uma mudança positiva para que mais pessoas tenham acesso às exposições.
O museu funciona de terça a domingo. Aos domingos a entrada é franca, permanecendo aberto de 14 às 17:30. Durante a semana o ingresso custa 8 reais e funcionando de 10 às 17:30. Para ter mais informações sobre o museu, veja o site.







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